Um absolutista manda na Argentina.
O anarcocapitalismo na Argentina, quer ressuscitar o Absolutismo ocidental.
Muitos cientistas políticos e economistas apontam: o anarcocapitalismo e o libertarianismo radical, quando levados ao extremo na prática, não resultam em liberdade total, mas sim no retorno ao Feudalismo e à Monarquia Absoluta.
O próprio Peter Thiel e os teóricos que ele financia não escondem isso. Existe um alinhamento total entre o modelo dele e o absolutismo por três motivos claros:
1. O "Neoreacionarismo" e o Fim da Democracia
Thiel é o principal padrinho financeiro de uma corrente filosófica do Vale do Silício chamada Neoreacionarismo (ou Dark Enlightenment - Iluminismo Sombrio), liderada pelo blogueiro Curtis Yarvin (que escrevia sob o pseudônimo Mencius Moldbug). [1]
- A tese central de Yarvin — que Thiel apoia e financia — é que a democracia falhou e os países deveriam ser governados como corporações eficientes lideradas por um CEO monarca.
- Eles defendem abertamente que um rei absoluto (ou um CEO dono da terra) cuida melhor de um território do que políticos eleitos, porque o rei vê o país como seu patrimônio pessoal e quer valorizá-lo.
2. O Cidadão vira Súdito (ou Servo da Gleba)
Na monarquia absoluta clássica, o rei é o dono de toda a terra do reino, e os súditos vivem nela sob a condição de pagar tributos e obedecer às ordens reais. [2]
- No modelo de Thiel, substitui-se a palavra "Súdito" por "Cliente" e "Tributo" por "Taxa de Serviço".
- Mas o poder é o mesmo: se você nascer ou morar nesse Estado privado e não tiver dinheiro para pagar a taxa ao dono, ou se criticar as leis criadas por ele, você não tem direitos constitucionais para se defender. Você é despejado. O dono da terra detém o poder de vida, morte econômica e exílio sobre quem está lá dentro.
3. A Substituição do Direito Divino pelo "Direito do Dinheiro"
- Antigamente: O Monarca Absoluto justificava seu poder total dizendo que governava por "Direito Divino" (escolhido por Deus).
- Na Utopia de Thiel: O Monarca-CEO justifica seu poder absoluto pelo "Direito de Propriedade" (ele comprou a terra com os bilhões dele, logo, ele manda). [3, 4, 5]
Por isso, críticos afirmam que o discurso de "liberdade" e "fim do Estado" de Thiel é uma grande ilusão. Ele não quer destruir o Estado; ele quer ser o dono de um. Ele quer trocar os governos eleitos por micro-reinos absolutistas tecnológicos, onde os bilionários são os novos reis e o resto da população são os servos que pagam assinatura para poder existir no território.
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